Ato ocupou sete quarteirões da avenida, mas com concentração maior de pessoas em três quadras.

Manifestantes se reuniram na tarde deste domingo (26) na Avenida Paulista, região central de São Paulo para um ato em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a favor da reforma da Previdência e do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. A Polícia Militar disse que não iria divulgar estimativa de público.

Os protestos são realizados em várias cidades do país.

O ato ocupou sete quarteirões desde a Rua Padre João Manoel até a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, mas só três quarteirões ficaram cheios de gente, um em frente ao Masp, um em frente ao prédio da Gazeta e um em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Avenida Paulista é fechada para carros aos domingos e as pessoas usam a avenida para lazer. Os manifestantes espalharam cinco carros de som ao longo da avenida.

Na manifestação do último dia 15 contra cortes de gastos na educação, a concentração ocupou quatro quarteirões e seguiu em caminhada até a Assembleia Legislativa, no Ibirapuera.

Manifestantes usando camisas amarelas, em sua maioria, carregaram bandeiras do Brasil e se posicionaram à frente de carros de som que trazem frases favoráveis à votação nominal no Congresso e pelo pacote anticrime.

Por volta das 13h30, manifestantes vestidos de verde e amarelo, e com a bandeira do Brasil nas costas se espalhavam pelo quarteirão da Fiesp.

Manifestantes participam de ato em favor do governo do presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista — Foto: Adriana Spacca/FramePhoto/Estadão Conteúdo
Foto: Adriana Spacca/FramePhoto/Estadão Conteúdo

No carro de som, os organizadores puxavam hinos ao ministro Sérgio Moro, gritavam que a bandeira do país jamais será vermelha, aplaudiam quando a PM passava no trecho e anunciavam que “os youtubers da direita” estavam chegando. Também tocaram o hino nacional, acompanhados pelos manifestantes. Também foram tocados os hinos da Independência e do Exército.

Às 14h40, um grupo de motociclistas que fizeram uma carreata desde a Avenida Tiradentes atravessou a Paulista. Também uma viatura antiga dos veteranos da Rota apareceu na avenida chamando a atenção de quem estava lá.

Às 16h40, alguns manifestantes começaram a deixar a Paulista.

Às 17h carros de som anunciaram oficialmente o fim da manifestação. Devido ao programa Paulista Aberta, a Avenida Paulista é sempre reaberta para carros às 18h.

Durante a dispersão, uma mulher que usava uma camisa com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio em 2018, foi escoltada junto com outra mulher por policiais militares enquanto era hostilizada por um grupo de manifestantes. Os PMs levaram as duas até a Alameda Santos e as colocaram em um táxi. Os manifestantes as seguiram até elas entrarem no carro.

A mulher disse que estava saindo do trabalho perto da Fiesp quando um homem com uma placa a favor do Sergio Moro começou a discutir com ela. “Ele se inflamou e foi chegando mais gente. Vi que iam perder o controle”, disse.

A Polícia Militar disse, em nota, que o ato foi pacífico e uma pessoa foi apreendida por furto.

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